Um encontro marcado para três profetas

Deus, como Pai, tem seu jeito de conduzir a história. Ele, em sua ternura, sabe amar os seus como os mais prediletos. Deus é Bom. O dia 27 de agosto, dia que a Igreja tradicionalmente celebra Santa Mônica, é marcado na história da Igreja do Brasil, como um dia de profecia. Foi um dia de encontro de três santos corações. Coração de santos, coração de gente.

As palavras do profeta Jeremias se atualizam em cada amanhecer, Deus continua chamando pelo nome. Outrora narrou Jeremias, falando de si mesmo: “a palavra do Senhor me foi dirigida nestes termos: antes mesmo de te modelar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí profeta para as nações” (Jr 1, 4-5). Jeremias experimentou Deus, na sua pequenez foi tomado pelo Pai e feito seu profeta.

Com efeito, tempos depois, após inúmeros outros santos chamados. O Pai das misericórdias, em sua inteligência que supera qualquer raciocínio, marcou um encontro para três profetas, também como Jeremias, chamados desde cedo para testemunharem a verdade, amarem os pobres, e falar sobre Jesus. O dia 27 de agosto. Assim Ele marcou o santo encontro. O primeiro a ser convidado foi Dom Hélder (27 de agosto de 1999), depois Dom Luciano (27 de agosto de 2006) e agora Dom José Maria Pires (27 de agosto de 2017).

Que santo encontro! Que felicidade no céu! Que felicidade para a história! Ambos traziam Jesus para o coração do mundo, agora Jesus os chama do mundo para o seu coração. Tocaram a carne machucada de Cristo nos pobres, lutaram e sofreram por eles. Agora se encontram no céu, rezando ainda mais, intercedendo ainda mais, para que Deus continue chamando profetas para sua Igreja, para a defesa dos pequenos, com olhar que se inclina.

Três bispos, cada qual na sua individualidade, mas tinham um sentimento comum: o mesmo sentimento de Cristo, o verdadeiro amor pela Santa Igreja, um cuidado e uma ternura evangélica que exalava santidade. Eles gostavam de Deus e gostavam de seus filhos e seus irmãos. Estes nomes serão imortalizados na Igreja do Brasil, servindo de inspiração a muitas vocações que se decidirão pelo Evangelho e pela Igreja.

Que intercedam ao Pai por nós, seus pobres e queridos filhos. Que despertem a profecia em nossos corações e a sensibilidade no olhar, fazendo-nos inclinar aos menores, rasgando o coração e sendo curados pelo sorriso de Deus. Que a nossa fé na ressurreição, antecipe o céu e vivamos felizes, fazendo os outros felizes.

Padre Alessandro Tavares Alves

Diocese de Leopoldina

 

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