Palavra do Bispo

HOMILIA DE QUINTA-FEIRA SANTA

Meu irmão no Episcopado Dom José Geraldo da Cruz, Bispo Emérito de Juazeiro – BA, queridos irmãos presbíteros, caríssimos diáconos, estimados religiosos (as), prezados seminaristas e vocacionados, querido povo de Deus.

A celebração desta quinta-feira santa, a missa da UNIDADE se reveste de grande significado para todas as igrejas particulares do mundo inteiro, mas para nós ela tem um significado ainda mais especial: unidos em torno do bispo, sinal visível da unidade e da comunhão entre o clero diocesano, neste ano os nossos presbíteros e diáconos aceitaram mudar o local da celebração para demonstrar, de um modo muito concreto, a nossa amizade, unidade, comunhão e solidariedade com o nosso irmão Frei Gilberto que sofreu um atentado dia 19 de fevereiro e que se encontra numa situação desconfortável de ter a sua vida ameaçada por alguém que quer calar a sua voz profética. Como igreja particular de Leopoldina formamos um só corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo, por isso, quando um membro é valorizado, todos nos sentimos valorizados com ele, mas quando um membro é ameaçado, todo o corpo eclesial também se sente ameaçado com ele.

Meus queridos irmãos presbíteros e diáconos, talvez esta seja a celebração da unidade mais marcante destes últimos anos. A UNIDADE que brota entre nós, deve ser antecedida pela unidade de todos nós com Jesus Cristo, o Sumo e eterno sacerdote, Aquele que veio para que todos tenham vida e vida em abundância. Por isso, onde há qualquer tipo de ameaça à vida, aí está Jesus Cristo e aí deve estar também a sua igreja. Este é motivo pelo qual a celebração de hoje foi deslocada da Catedral para Belisário. Neste contexto acima descrito, talvez Belisário se torna sinal visível mais forte da unidade entre nós, mais do que a celebração na catedral, igreja-mãe da Diocese de Leopoldina.

Queremos nesta Celebração Eucarística, memorial do sofrimento e ressurreição de Jesus Cristo, colocar no altar do Senhor a vida de todos os cristãos (as) que por causa da sua fé e a pregação do Evangelho tem as suas vidas ameaçadas por pessoas que desejam calar a sua voz. Nesta celebração de hoje, rezamos especialmente pelo nosso irmão Frei Gilberto, membro do nosso presbitério, que também se encontra nesta situação. Pedimos ao Senhor que o proteja e o mantenha firme na fé diante dos obstáculos no processo de Evangelização. Assim afirma a Palavra de Deus: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês por causa de mim. Fiquem alegres e contentes porque será grande para vocês a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês” (Mt 5,11-12).

Meus queridos irmãos e irmãs, emoldurada por este contexto, celebramos hoje a instituição da Eucaristia e a instituição do Sacerdócio. São duas realidades que se fundem: não há sacerdócio sem Eucaristia e não há Eucaristia sem sacerdócio. Foi no contexto da última ceia que o Senhor nos concedeu estes grandes tesouros espirituais, após lavar os pés dos discípulos acenando para o sentido mais profundo destas duas realidades de fé.

Geralmente, quando uma pessoa está prestes a morrer, ela reúne os seus parentes para dar as últimas instruções antes de partir deste mundo. Ao pressentir que sua hora estava chegando, Jesus também deixou a sua última instrução para os seus discípulos, Ele o fez através do gesto do lava-pés. Este gesto, feito por Jesus no contexto da última ceia, acena para o que Ele fez durante toda a vida: servir com humildade, amor e generosidade a todos os seres humanos. No final do gesto, ele nos deixa a última lição: “Vocês compreenderam o que acabei de fazer? Vocês dizem que eu sou o Mestre e o Senhor. E vocês têm razão; eu sou mesmo. Pois bem: eu que sou o mestre e Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13, 1-13-15). Portanto, queridos irmãos e irmãs, a grande lição do lava-pés é esta: devemos nos colocar a SERVIÇO dos irmãos e irmãs de modo gratuito e generoso. Quem serve se identifica ao grande Mestre Jesus Cristo e se coloca numa postura de verdadeiro seguimento. Aproveito para fazer um pedido aos meus colaboradores, irmãos presbíteros e diáconos: sirvam com generosidade o Povo de Deus, sirvam sempre com amor, não poupem energia no serviço ao santo povo de Deus. O segredo da realização na vida consagrada está no serviço desinteressado e generoso aos irmãos e irmãs.

É neste contexto de lava-pés que Jesus nos ofereceu também o mais precioso tesouro da nossa fé: a Eucaristia. Jesus passou por este mundo fazendo o bem. Quando percebeu que estava chegando a sua hora, através do gesto da Eucaristia, ofereceu-se a si mesmo como alimento de vida eterna, reforço para a caminhada de cada dia.

Ao instituir a Eucaristia, automaticamente, Jesus instituiu também o sacerdócio ministerial. Não há sacerdócio sem Eucaristia e nem Eucaristia sem sacerdócio.

Preparemos queridos padres para daqui a pouco renovarmos nossas promessas sacerdotais, saibamos nos comprometer com Deus e com os irmãos de sermos “homens de oração”, certos de que assumimos uma missão e não uma função.

Queridos padres neste dia especial venho exortá-los a viver de modo digno, santo e entusiasmado o dom do sacerdócio. Ele nos foi dado por Deus. Foi confiado a homens frágeis, mas para aquele que nos confiou esta graça nada é impossível, Ele nos santifica  para que sejamos santificadores de vidas. Deixemo-nos ser tocados pela graça divina e tudo se transformará em nós e através de nós. O povo de Deus confia no sacerdócio acreditando que Deus age por meio de nós. Ele busca uma palavra, uma orientação, uma acolhida, um guia espiritual.

Obrigado pelo grande bem que vocês prestam a vida de nossa diocese. Já disse e repito sem o trabalho de vocês, a diocese não caminharia de modo tão fecundo e bonito. Sem vocês, o meu ministério episcopal não teria razão de ser. Por isso manifesto todo o meu apreço e toda a minha gratidão pelo trabalho generoso e abnegado de vocês.

A todo povo de Deus peço que rezem pela perseverança e santificação do clero. Seja presença amiga e orante na vida de nossos padres.

                                                                                     Dom José Eudes Campos do Nascimento

Bispo Diocesano de Leopoldina

Mensagem de quatro anos como Bispo da Diocese de Leopoldina

“Daí graças ao Senhor porque Ele é bom, eterna é a sua misericórdia”

Ao clero, religiosos (as) e ao querido Povo de Deus da Diocese de Leopoldina:

No dia 15 de setembro completei quatro anos de sagração episcopal e hoje completam quatro anos da minha chegada nesta querida Diocese de Leopoldina. É um tempo pequeno ainda, mas muito rico das graças de Deus. Ele, que por pura bondade quis me confiar este ministério tão precioso, me deu também de presente esta missão de cuidar desta pequena porção do povo de Deus desta querida diocese.

Meus queridos irmãos e irmãs, como o tempo passa rápido. Quatro anos já se passaram e olhando para a trajetória percorrida até este momento, uma única palavra vem à minha boca e ao meu coração: gratidão. Gratidão a Deus por ter me confiado esta missão tão sublime, e a vocês desta nossa Diocese de Leopoldina, pela acolhida sincera, pela amizade e pelo apoio fraterno e amigo.

Já lhes disse isso e repito: O Servo de Deus Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, em uma certa ocasião disse: “Onde há povo, há razão de ser pastor”. Posso dizer que estou experimentando muito de perto esta realidade. Vocês, queridos diocesanos, querido povo de Deus, são a razão do meu ministério episcopal. Muito obrigado por tudo.

Das diversas experiências feitas ao longo destes quatro anos, algumas me marcaram profundamente e gostaria de aproveitar este aniversário para partilhá-las com todos da Diocese:

1ª) Visitas pastorais: é uma experiência muito marcante para mim. Através destas visitas, posso me aproximar fraternalmente dos meus irmãos presbíteros, partilhar as suas alegrias e dificuldades e assisti-los em suas necessidades. Além disso, posso também entrar em contato com o querido povo de Deus desta diocese, povo tão acolhedor e tão sedento de Deus. É nas visitas pastorais que me sinto mais pastor, próximo das ovelhas, disposto a acolhê-las e amá-las, como fez Jesus Cristo, o sumo e eterno sacerdote.

2ª) Celebração das ordenações: ao longo destes anos, experimentei muitas alegrias ao poder presidir as ordenações diaconais e presbiterais. Durante este período pude realizar onze ordenações diaconais e nove ordenações sacerdotais. O entusiasmo do Povo de Deus, a alegria dos ordenandos e o orgulho das famílias e  das paróquias em poder oferecer um filho para o serviço da igreja como sacerdote… tudo isso nos entusiasma também na fé e no exercício da missão episcopal. Deus seja louvado por todas estas ordenações e pelos novos padres e diáconos para o serviço da nossa igreja particular.

3ª) Colaboração do clero: quero manifestar um agradecimento especial ao clero desta querida diocese que me acolheu com tanto carinho e com espírito de fraternidade. Ao longo destes quatro anos, tenho procurado trabalhar cada vez mais na colegialidade, ampliando a atuação dos conselhos e procurando valorizar os padres e diáconos da diocese, como membros ativos da evangelização desta porção do povo de Deus. Sem o apoio e a colaboração destes, dificilmente o trabalho de evangelização seria possível!

Neste quarto ano de ministério, quero louvar e agradecer a Deus por esta missão tão árdua, mas ao mesmo tempo tão gratificante. Durante estes anos, nem tudo foram flores, tive também as dificuldades inerentes e próprias da missão episcopal, mas a alegria em poder servir foi  a melhor recompensa. Quero aproveitar a ocasião para renovar o meu lema episcopal: “Servus in charitate” (Servo no Amor). Que Jesus Cristo, o grande servo por amor, me inspire sempre mais no exercício do ministério episcopal. Rezem sempre por mim! E eu rezarei por vocês.Muito obrigado a todos!

                                                                   Dom José Eudes Campos do Nascimento

                                                                                   Bispo de Leopoldina

Carta Pastoral

LEOPOLDINA, 08 DE DEZEMBRO DE 2015

Saudações em Cristo!

Dentro do contexto festivo e alegre da abertura do jubileu da misericórdia, promulgado pelo Papa Francisco, me dirijo aos queridos sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas, leigos e leigas da nossa amada Diocese de Leopoldina para informar-lhes a respeito da nova configuração e organização pastoral que desejamos, a partir do próximo ano, implementar  na nossa Diocese, com o apoio e o entusiasmo de todos o clero, agentes de pastoral, movimentos e pessoas de boa vontade.

O concílio Vaticano II, que completou este ano 50 anos de encerramento, insistiu muito na busca da construção de uma igreja pautada pelos princípios da comunhão e da participação. Temos caminhado progressivamente nesta direção, porém podemos aperfeiçoar ainda mais os mecanismos que permitem a efetiva implantação desta eclesiologia. E, sem dúvida alguma, um dos mecanismos privilegiados para a implementação de tal eclesiologia são as assembléias pastorais.

Movido pelo Espírito de Deus, motivado por esta eclesiologia e atento à necessidade de uma melhor e maior organização pastoral da nossa diocese, venho através desta carta pastoral convocar toda a diocese, especialmente os sacerdotes e os cristãos leigos e leigas, para a realização de três assembléias no próximo biênio de 2016-2017:

1ª)  Durante o ano de 2016 cada paróquia deve se organizar para realizar a sua assembléia pastoral. O objetivo é avaliar a caminhada, traçar prioridades de ação pastoral e fortalecer os mecanismos de comunhão e participação em cada comunidade da Paróquia.

2ª) Durante o primeiro semestre de 2017, a partir dos resultados das assembleias paroquiais, serão organizadas as assembléias por foranias. Para que estas assembléias aconteçam, é importante o empenho dos vigários forâneos e dos sacerdotes e leigos que compõem cada forania. O que for trabalhado e discutido em nível paroquial se tornará matéria de discussão e aprofundamento nas assembléias das foranias.

3ª) Por fim, no segundo semestre de 2017, será realizada a assembléia diocesana. O objetivo desta é traçar o perfil pastoral da diocese a partir do material recolhido e trabalhado nas assembléias paróquias e nas assembléias das foranias.

Para que estas decisões sejam realmente efetivadas, peço ao nosso clero que divulgue as atividades programadas para os dois próximos anos e se empenhe na organização das assembléias que lhe competem. Desejo que estas assembléias aconteçam dentro de um clima de amizade, fraternidade, amor mútuo e que sejam de grande proveito para a caminhada pastoral das paróquias, foranias e diocese.

Aproveito a ocasião para agradecer todo o trabalho e empenho de cada um ao longo deste ano de 2015 e para transmitir a todos os meus mais efusivos votos de um natal abençoado e um ano novo pleno de saúde e paz.

Deus abençoe a todos.

                                             Dom José Eudes Campos do Nascimento

                                Bispo de leopoldina

“Dai graças ao Senhor porque Ele é bom, eterna é a sua misericórdia”

“Dai graças ao Senhor porque Ele é bom, eterna é a sua misericórdia”

Há três anos, sob a presidência do Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, com a presença de outros bispos e arcebispos, do clero da Diocese de Leopoldina, tantos amigos sacerdotes e de outras dioceses, especialmente vindos da Arquidiocese de Mariana, seminaristas, religiosos (as) e de uma grande multidão vinda de diversas paróquias desta porção do povo de Deus, aconteceu a Celebração Eucarística, durante a qual fui empossado canonicamente como Bispo desta querida Diocese de Leopoldina. Quanta emoção experimentada durante aquele dia, quanta manifestação de acolhida e solidariedade por parte do clero, dos seminaristas, religiosos e religiosas e do querido povo de Deus desta estimada diocese.

Meus queridos irmãos e irmãs, como o tempo passa rápido. Três anos já se passaram e olhando para a trajetória percorrida até este momento, uma única palavra vêm à minha boca e ao meu coração:GRATIDÃO. Gratidão a Deus por ter me confiado esta missão tão sublime, gratidão ao Papa Bento XVI que me confiou esta parcela do povo de Deus e gratidão, principalmente a todos vocês da Diocese de Leopoldina, pela acolhida sincera, pela amizade e pelo apoio fraterno e amigo. Durante estes três anos de pastoreio, só tenho a agradecer: ao clero, aos seminaristas, às religiosas e religiosos e, principalmente  a vocês querido povo de Deus desta nossa Diocese, que tanto tem me incentivado e apoiado na minha missão episcopal.Em certa ocasião, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida que me ordenou diácono e padre para o serviço da igreja disse: “Onde há povo, há razão de ser pastor”. Posso dizer que estou experimentando muito de perto esta realidade. Vocês, queridos diocesanos, querido povo de Deus, são a razão do meu ministério episcopal. Muito obrigado por tudo!

Posso lhes afirmar que tenho procurado viver e estou me esforçando para colocar em prática o meu compromisso episcopal: SERVO NO AMOR. Digo para vocês que fico muito emocionado e agradecido a Deus por estar sendo tão generoso para comigo nestes três anos de episcopado.

              Rezem sempre por mim! Estou sempre rezando por vocês! Recebam a minha benção.

+ Dom José Eudes Campos do Nascimento

“A Paz que é tão sonhada, cantada em canções tão lindas, só chegará até nós, quando ouvirmos a voz do Senhor”

Mensagem de Dom José Eudes para a Páscoa do Senhor

 

Meus queridos irmãos e irmãs, acreditar que Jesus ressuscitou significa acreditar que esse mesmo Jesus que ressuscitou e que ainda responde pelo mesmo nome continua vivo, presente espiritualmente entre nós, participa conosco da mesma Eucaristia como fez os discípulos no Cenáculo.

Na 1ª leitura dos Atos dos Apóstolos, trata-se de um discurso de Pedro ao povo de Jerusalém, a respeito de Jesus. Pedro era discípulo de Jesus, que o constituiu chefe dos demais discípulos, também chamados apóstolos, em torno dos quais se estruturou a comunidade cristã primitiva de Jerusalém, célula mãe de todas as Igrejas.

Em nome dessa Igreja, Pedro dá testemunho de Jesus, o Messias prometido e abençoado por Deus com o Espírito Santo e com poder, a toda Jerusalém. Note-se a clareza da linguagem de Pedro a respeito de Jesus, da Sua história e da Sua missão e leve-se em conta o clima hostil que reinava entre os poderosos de então. Pedro robustecido pela experiência profunda da ressurreição do Senhor não era mais o mesmo que renegara o seu mestre.

A maior graça da Ressurreição do Senhor é a fortaleza na Fé. É também ela que leva até o martírio não só Pedro, mas todos os apóstolos.

Com certeza, a exortação de Paulo aos Colossenses (3,1-4) está baseada na sua experiência da ressurreição do Senhor. Paulo deixou-se converter por Jesus ressuscitado no caminho de Damasco.

Paulo será eternamente grato ao Senhor, embora tivesse perseguido a Igreja do caminho, por ter sido agraciado com a aparição do Ressuscitado como o foram os outros discípulos que seguiram a Jesus desde os primeiros dias na Galiléia.

A Fé de Paulo no ressuscitado, já nesta vida, antes de sua efetivação depois da morte, já ressuscita ou levanta o seu coração e o faz dizer: “Irmãos, se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde está Cristo sentado à direita de Deus”.

No Evangelho (Jo 20,1-9) – A narrativa de hoje é vivida por três personagens intimamente ligados a Jesus: Maria Madalena, que acompanhava Jesus desde a Galiléia até a Judéia e que muito o amava; Simão, a quem Jesus dera o nome de Cefas, pedra, e sobre o qual construirá a sua Igreja; e João, o discípulo amado.

Os três estavam somente à beira dos tempos novos, pois, até então, “não tinham compreendido a Escritura segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. Estavam à beira dos tempos novos, mas também aquém ainda. Maria Madalena, tão solícita ao deparar-se com o túmulo vazio, pensou que o corpo tinha sido removido para um lugar ignorado.

Pedro, ao ver as faixas enroladas fora do lugar, apenas surpreende-se. João é o primeiro a transpor o limiar da dúvida: “Ele viu e acreditou”. E abriu para os sentidos das Escrituras.

Cada um de nós somos chamados a identificar como o discípulo amado, pois a nossa fé deve ser fruto da experiência dDomingo-de-Páscoa-15o amor com o qual Jesus nos amou até o fim. Ser testemunha do ressuscitado não consiste em testemunhar o nosso amor pelo Cristo, mas sim o amor do Cristo por nós.

Somos chamados a ressuscitar com Cristo para uma vida nova, aspirando as coisas celestes e não terrestres.

A Festa da Páscoa exige de nós uma vida nova, renovada em Cristo.

Somos convocados e chamados a viver este ano da Paz. Devemos ser promotores e anunciadores desta paz.

A Paz começa em nossa casa!

 

 

“A Paz que é tão sonhada, cantada em canções tão lindas, só chegará até nós, quando ouvirmos a voz do Senhor”

CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA! FELIZ PÁSCOA!

Dom José Eudes Campos do Nascimento

Bispo da Diocese de Leopoldina

Palavra do Bispo

“Venham a mim todos vocês que estão cansados e eu lhes darei descanso. Carreguem a minha carga e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração e vocês encontrarão descanso para suas vidas. Porque a minha carga é suave e me fardo é leve”(Mt.11-29)

“Venham a mim…” Este é o coração de Jesus. Um coração que se preocupa com as nossas angústias, com os nossos problemas e sofrimento. Não promete eliminar as nossas dificuldades, mas promete “descanso” a todos nós que vamos a Ele, atraídos por seu coração bom e misericordioso.

“Aprendam de mim e de meu coração” – È contemplando o coração humano de Jesus que aprendemos a bondade, a misericórdia, a compaixão, a solidariedade, o amor preferencial pelos pobres, pelos pequenos, pelos doentes. Aprendamos a amar como Ele amava.

Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é o dia de Oração pela santificação dos Sacerdotes.

Rezemos por todos os sacerdotes: para que nas dificuldades do seu ministério não os desencorajem, mas, em vez disso, os estimulem a terem o olhar sempre fixo sobre aquele que fez da cruz, instrumento de amor da misericórdia divina que transforma o coração de cada homem. Rezemos por aqueles que são chamados por Jesus a segui-lo para continuar no mundo a sua obra de salvação: para que, fortes diante das seduções do maligno, respondam com generosidade ao convite do Divino Mestre.

Querido Povo de Deus, permaneçamos unidos aos nossos sacerdotes com afeto e oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus. No dia 27 de junho, faz dois anos da minha nomeação como Bispo da nossa querida Diocese de Leopoldina. Entreguei a minha vida e o meu ministério no Coração de Jesus e de Maria.

Inspirado em Santo Agostinho tenho plena consciência de que “com vocês eu sou cristão, para vocês eu sou bispo” Jesus Cristo é a cabeça da Igreja e todos nós somos os membros que, ocupando diferentes funções, vamos dando nossa contribuição na construção do seu Reino.

Rezem para que eu sempre assemelhe o meu coração ao coração de Jesus Cristo, o Bom Pastor.

Um grande abraço e recebam a minha benção.

+ Dom José Eudes Campos do Nascimento